Oposto da Brasil Telecom fala sobre como conseguiu se tornar a maior pontuadora da história da Superliga
A jogadora Elisângela Almeida de Oliveira, oposto da Brasil Telecom, mais conhecida dentro das quadras como Elisângela ou pelo carinhoso apelido de Lili, é uma das mais experientes e vencedoras jogadoras de vôlei do país. Medalha de ouro no Panamericano de Winnipeg, no Canadá, de bronze nas Olimpíadas de Sidney, em 2000, e bicampeã da Superliga, a capitã do time de Brusque (SC) conquistou recentemente o posto de maior pontuadora da história da Superliga ao chegar a marca de 3214 pontos. Em plena disputa da Superliga, Elisângela, que em 17 partidas e 65 sets pela competição já marcou 263 pontos sendo 22 de saque, falou com a Vipcomm sobre o desempenho da Brasil Telecom, dos adversários e de como conseguiu se tornar uma das maiores pontas do voleibol brasileiro.
Vipcomm - A Superliga 2008/2009 tem sido a mais disputada de sua carreira?
Elisângela - Das últimas quatro edições para cá esta tem sido a mais disputada. Mas acho que antigamente, quando comecei a jogar, era bem mais disputado, com cinco ou às vezes seis times bem equilibrados que davam trabalho ao longo do campeonato.
V - Como tem sido o desempenho da Brasil Telecom na Superliga até o momento?
E - Positivo. Com mais vitórias e um desempenho que pode incomodar as equipes que possuem mais recursos. No entanto, perdemos dois jogos para o Pinheiros/Mackenzie os quais não poderíamos ter perdido. Tivemos grandes chances de superar times considerados favoritos, mas nos momentos decisivos não fomos felizes. Precisamos nos concentrar mais nessas situações.
V - A equipe de Brusque, atualmente em terceiro na classificação geral da Superliga, tem grande chance de chegar aos playoffs decisivos, mas tem tido dificuldade para superar as equipes favoritas. Você acredita que a Brasil Telecom pode surpreender na fase final?
E - Acredito sim. Acho que até mesmo com a derrota aprendemos. Isso serve de lição para um playoff, para que possamos disputá-lo com vontade, garra e determinação. Mas acredito e acho que temos todas as condições para chegar entre os quatro. Quem sabe até chegarmos na melhor forma do time já nas partidas da semifinal.
V - O poder de reação da Brasil Telecom ficou bem claro durante a partida contra o Finasa no terceiro turno. Porém o tiebreak parece ser um ponto fraco da equipe (perdeu três disputas nesta competição). O que pode ser feito para que o time consiga melhor concentração e poder de decisão no set decisivo?
E - Buscar a perfeição em cada treinamento e manter a tranqüilidade com agressividade na hora do jogo. O que determina um tiebreak são mínimos detalhes e temos que ter atenção com eles.
V - O que significa para você ser a maior pontuadora da história da Superliga?
E - Acho muito bacana. É sempre bom ver seu nome marcado na história. Fico Feliz com esta conquista. Mas não posso me descuidar pois há ótimas jogadoras chegando perto.
V - Qual é o segredo que fez de você uma das maiores jogadoras do Brasil?
E - Muito treino. Treinamento diário com toda a equipe, mas talvez o segredo seja o amor, a dedicação e a preparação para cada jogo. E ter como meta sempre melhorar, querer sempre mais. E isso só é possível com muito amor. E é isso que eu tenho pelo Vôlei, muito amor.
V - Como capitã e uma das mais experientes do grupo, quais jogadoras da Brasil Telecom você acredita que possam obter destaque no futuro?
E - A ponta Denise e a meio-de-rede Renata Lúcia. Acho que elas tem potencial e podem muito bem crescer ainda mais.



